segunda-feira, 19 de março de 2012

MINHA INDEPENDÊNCIA MATERIALIZADA


Meu maior sonho,há anos fantasiado
É ter um apartamento com vista aprazível
De frente pro mar,bem ventilado
Que seja o mais aconchegante possível

Meu lar tem que ter elementos
Que remetam àquelas emoções
Que mais desejo para a vida que acalento
Expressa com quadros com minhas fotos em cada vão

Com flores de todas as matizes
Com plantas com todos tipos de vibrações
Esses objetos evocam emoções tão vivas que quis
Que passam a dialogar em silêncio entre eles em comunhão


Tudo escolhido com tanto esmero
Contribui para regenerar a interação
Está impregnado ali para sempre o que venero
Que ficar em casa é um refúgio visto com paixão

(Fátima Guimarães)

domingo, 18 de março de 2012

ÁGUAS PURIFICADORAS





A terra molhada nos faz uma promessa.
Diz ela que a vida florescerá em comunhão
Sob o céu azul a cor que a beleza expressa

Enquanto as águas cumprirem seu curso
Cair,escorrer,abrir fendas
E driblar rochedos até se unir no percurso
A vastidão do oceano sem que se arrependa

Por sua trajetória errante
A água representa movimento
Cai com fluidez e tenacidade adiante
Não há incômodo nenhum no cruzamento

A água vai preenchendo espaços vazios
E segue contornando obstáculos
Pingando lentamente os desafios
Até desgastar um anteparo com pulos

Assim como a água que me banho
Para purificar meu corpo e espírito
Sinto que a torrente que corre
Me diz que como a água que nada é infinito
Estou de passagem nesta nesta vida que escorre

(Fátima Guimarães)

MEMÓRIA AFETIVA DE UMA CASA




Visitei um lugar de minha infância
E vi que a casa velha perto do cais
Que pra mim tinha tanta importância
Por ser de meus avós já não existe mais

E nem a mangueira do quintal
Cuja sombra me assentei
Já não existe mais no local
Fiquei ali,diante dessas ausências e penei

As refeições na casa de meus avós ficou na memória
Se davam numa mesa grande de madeira
Em torno da mangueira com sombra satisfatória
Nós nos entreolhávamos cúmplices em cada cadeira


E percebi que a tristeza desencadeia
Uma melancolia na alma que padece
É como está diante de um espaço que mapeia
Onde um dia houve um encontro que nada esquece

A vida é uma despedida que acontece
Não tive braços suficientes para conter
Para segurar o que um dia falece
E só me deu momentos felizes para viver

Daí ao ver o fim
Sinto-me perdida de novo
Aos poucos tudo foi me abandonando assim
E se distanciando vejo que choro e me comovo

(Fátima Guimarães)

EU QUERIA




EU QUERIA...

Eu queria cuidar só de você minha vida
Te fazer cafuné
Massagear seus pés toda derretida
Você deve gostar tanto desse mimo,né

Eu queria aquecer a água antes do seu banho
Te trazer flores, chocolate, bichinho de pelúcia
Te dar o remédio na hora certa sem acanho
Te levar ao dentista,ao médico,no dia e hora com minúcia

Queria passear com você no centro ou no calçadão se fizesse sol
Se chovesse eu queria te levar ao antiquário, ao shopping, à galeria de arte
Eu queria comprar uns cds e dvds que você gosta em espanhol
Ouvir música abraçadinho, assistir filme comendo pipoca até que você se farte

Eu queria dormir depois que a gente fizesse aquilo gostoso duas vezes
Eu queria morar com você em uma casinha branca de janelas brancas
Com jardineiras floridas de violetas,isolados do mundo de vez
Queria viajar muito contigo, queria te ver acordar com voz sempre mansa

Queria colocar a mesa do café da manhã
Fazer o pão integral na máquina de fazer pão
Eu queria te esperar chegar da rua com zelo de anfitriã
Eu queria te entender, ler os teus pensamentos e te dar a mão

Eu queria adivinhar as suas vontades, os seus desejos quais são
Descobrir os seus segredos, saber o que você escreve
Eu queria que a gente vivesse em harmonia,sem discutir a relação
Entendesse um ao outro sem precisar conversar,e tudo releve

Eu queria que tudo fosse claro entre a gente
Eu não queria que você ,comigo se alterasse nem gritasse
Eu queria enxugar tuas lágrimas eternamente
E depois te ver sorrir de novo como se a tua dor passasse

(Fátima Guimarães)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

SE A VIDA FOSSE MEU DESEJO


Que bom seria viver só de pão e poesia
Ser metade da tua mesma vontade
No teu coração ser teu desejo com toda regalia
Ter sem fim toda sua afetividade

E ficar bem escondida em teu olhar
Que precipia quando acendo sua lembrança
E só finda quando sacio meu desejo de te amar
Me perdoe se é sonho e fantasia,se pareço criança

Se a vida fosse o meu desejo
Teu caminho cruzaria no portão do paraíso pra me amar
E jamais me deixaria por tua mulher que invejo
Por ela vivenciar minha fantasia sem ninguém policiar

Fátima Guimarães

sábado, 22 de janeiro de 2011

sábado, 1 de janeiro de 2011

ALMA FERIDA


Eu sempre te amei tanto
Te amei mais do que você
Se importava em ser amado, te garanto...

E por ter lhe amado muito nesta vida
Sempre perdoei tudo
Até perder esse amor com a alma ferida...

Esse amor nunca me deu prazer
Não quero mais rimar amor com dor
Você me colocou em situações que não pude deter
E com sentimentos que nunca vivi com detrator

Quando conto as maldades
Que você praticou comigo muita gente duvida
Pelas crueldades que sofri sem piedade
E qualquer pessoa má se sente absolvida

(Fátima Guimarães)